segunda-feira, março 20, 2006

 

Gestão de risco da cadeia de abastecimento


O tema de capa da revista Logística Moderna, de Novembro de 2005, foi a gestão de risco e fiabilidade da cadeia de abastecimento.

Após referir a importância da gestão da cadeia de abastecimento para a produção de bens e serviços, o artigo cita um estudo realizado pelo Aberdeen Group que apurou ser a gestão de risco e fiabilidade o que mais importa para a função de abastecimento, assim como a tendência da evolução desses riscos.

Alerta para que situações imprevistas podem causar a paralisação da produção, dando como exemplo o que se passou na sequência da passagem do furacão Katrina por Nova Orleães. Lista os problemas mais comuns resultantes das interrupções ou paragens da cadeia de abastecimento, assim como as suas consequências. São referidos dois exemplos de perdas graves sofridas pela Ford Motor Co. e Coca-Cola, causadas por interrupções ou crises na cadeia de abastecimento.

É abordada a falta de visão estratégica da gestão de risco no abastecimento por parte das empresas, em resultado de uma atitude reactiva da organização, inexistência de dados, procedimentos e sistemas de medição do desempenho dos fornecedores ou do risco da cadeia, assim como outras questões de relevo, que incluem a falta de competências e modelos de apoio à decisão que permitam calcular e fazer previsões sobre os riscos.

O estudo das melhores práticas pelo Aberdeen Group permitiu observar cinco princípios na gestão de risco da cadeia de abastecimento. A importância de estabelecer medidas e procedimentos para o caso de haver problemas na cadeia de abastecimento é exemplificada com um caso da Ericsson, cujo programa de gestão de riscos começou pela determinação dos níveis de risco de cada matéria prima básica, baseando-se na importância, quantidade disponível, número de fornecedores e tempo gasto no acesso a fontes alternativas de abastecimento ou na alteração do produto. Por a gestão de risco não ser um elemento estático ou isolado, obriga a um alinhamento transversal das várias funções dentro da empresa. O caso da IKEA é citado como exemplo de equilíbrio adequado entre custo e risco, sendo salientada a importância das tecnologias de informação, capacidade de entendimento e melhoria contínua dos fornecedores.

O artigo conclui com recomendações às empresas no âmbito da gestão de risco, conforme o nível de desenvolvimento das suas estratégias neste campo, dadas as indicações do surgimento da gestão de risco como um dos principais factores de diferenciação competitiva.

Gestão da Cadeia de Abastecimento: Riscos Incalculáveis. «Logística Moderna», Alcochete, 41 Nov. 2005.

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