quinta-feira, março 30, 2006

 

Programas de Resposta Rápida (PRR)


Num artigo de Goulart et al. (2004) são referidos Programas de Resposta Rápida (PRR), tais como: Efficient Consumer Response (ECR), Continuous Replenishment Program (CRP), Vendor Management Inventory (VMI) e Collaborative Planning, Forecasting and Replenishment (CPFR), que são essenciais para a gestão da logística de um hipermercado.

Goulart et al. (2004) define e analisa o ECR. O CVOC (s.d.) define e lista os objectivos do CRP, aborda as diferenças em relação aos sistemas tradicionais, como funciona e os seus benefícios. VMI (s.d.), QuickMBA (s.d.), Kumar e Kumar (2003) e Ashcroft (2004) definem e analisam o VMI. O CPFR é explicado, resumidamente, por Ashcroft (2001). Fica-se, assim, com uma visão da importância de todos estes programas na logística.

ASHCROFT, Jeff – CPFR – The New Business Essential. About.com, 2001. Consultado a 28 de Março de 2006.

ASHCROFT, Jeff – Vendor Managed Inventory Past, Present & Future. About.com, 2004. Consultado a 28 de Março de 2006.

CVOC. Baton Rouge, LA - Continuous Replenishment Progam (CRP). Consultado a 28 de Março de 2006.

GOULART, António Marcos A., et al. - Logística: Teoria e Prática em Supermercados de Pequeno Porte. «Anais do XI SIMPEP», Bauru, SP, 2004. Consultado a 28 de Março de 2006.

KUMAR, Phani; KUMAR, Muthu - Vendor Managed Inventory in Retail Industry. Bangalore, Índia, TATA Consultancy Services (TCS), 2003. Consultado a 28 de Março de 2006.

QUICKMBA - Vendor Managed Inventory. Consultado a 28 de Março de 2006.

VMI - Everything You Need To Know About Vendor Managed Inventory. Consultado a 28 de Março de 2006.

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Liderança do Fluxo da Procura (LFP)

Antes de começar uma nova viagem pela auto-estrada da informação é capaz de ser uma boa ideia saber onde se está e para onde se pensa ir. As aplicações electrónicas são usadas nas empresas já há algumas décadas. Primeiro foram os sistemas próprios, desenvolvidos internamente, logo seguidos de sistemas disponíveis comercialmente, com programas básicos de EDI e MRP. Estes programas foram-se expandindo e integrando os processos de fabrico, a gestão dos recursos humanos e outras funções empresariais. A divulgação da Internet e da Gestão da Cadeia de Abastecimento (GCA ou SCM em Inglês) trouxeram novos formatos para a EDI e deram lugar ao muito mais abrangente comércio electrónico. Alterações significativas nos processos comerciais tornaram-se inevitáveis, nomeadamente com a mudança da produção e armazenagem de stocks para a produção e entrega por encomenda. Retalhistas, produtores de bens e de equipamentos, todos procuram reduzir as existências, empurrando-as para o mais baixo possível da cadeia de abastecimento ou, por outras palavras, «mais vale lavrar o nosso ao longe …». A vantagem é a redução dos custos. A contrapartida é a maior dependência dos sistemas de abastecimento. Progressivamente, os tentáculos de uma empresa vão-se entranhando nas que lhe estão a jusante e a montante, numa simbiose que, assegurando um fluxo permanente de bens, serviços e informação, beneficia a operação no seu todo.

Por isso, há quase uma década que Tompkins (1997) critica a designação de Gestão da Cadeia de Abastecimento como inadequada, mas hábitos adquiridos custam a passar. A designação proposta é Liderança do Fluxo da Procura (LFP ou o original DFL). Segundo Tompkins (1997) os três termos da designação usual carecem de ser substituídos. Abastecimento pressupõe uma política do tipo empurrar. Pelo seu lado, a procura é associada a uma actividade puxada pelo mercado para melhor serviço ao cliente e níveis de existências mais baixos. Referir a procura é também uma forma de sublinhar a natureza derivada da procura dos serviços de transporte e logística. Cadeia implica um foco em elos e acontecimentos discretos ou intervenientes individuais e, por isso, deve ser substituída por fluxo. Este termo indicia um movimento contínuo e uma abordagem integrada relativamente à satisfação do consumidor final. Por último, liderança, em vez de gestão, implica que a energia da mudança é aproveitada de uma forma dinâmica e de melhoria contínua, em vez de um ambiente estático de medida e controlo. É como se LFP (DFL) e GCA (SCM) fossem as duas faces da mesma moeda.

A LFP (DFL) é, então, uma integração de instalações e sistemas que permite uma Resposta Rápida (RR ou QR em Inglês) ou Resposta Eficiente ao Consumidor (REC ou ECR em Inglês), puxada pelo consumo, que vai além do ponto de venda e inclui previsões e outros métodos de estimar a procura. Uma monografia da Tompkins (s.d.) preconiza a utilização de duas ferramentas para facilitar a transformação numa empresa com Liderança do Fluxo da Procura: o desenvolvimento da capacidade de avaliação comparativa que permite à organização avaliar o estado da sua logística a atribuir prioridades às oportunidades para melhorias; e um processo de melhoria continua da logística que serve de guia no percurso para a Liderança do Fluxo da Procura.

Qualquer organização que ambicione atingir excelência logística tem que saber liderar o fluxo da procura.


TOMPKINS, James A - Demand Flow Leadership. «Proceedings of Apics 40'th International Conference», Washington DC, 1997.

TOMPKINS & ASSOCIATES. Raleigh, NC - Achieving Logistics Excellence through Demand Flow Leadership.
 
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