quarta-feira, abril 05, 2006

 

Danificação de produtos em hipermercados


Uma das questões com que se debate um hipermercado é a danificação dos produtos, tanto nas prateleiras, como na movimentação e no armazém.

Se, devido a uma danificação, o hipermercado ficar sem produto na loja, as consequências são a perda das compras lógicas e planeadas por parte do cliente e as compras feitas por impulso. Quando tal acontece, é necessário tomar medidas para que as vendas previstas sejam efectuadas.

Por vezes os produtos ficam muito tempo na prateleira e envelhecem, sofrendo danificações. Para este problema é seguida a técnica do primeiro a entrar é o primeiro a sair (FIFO). O primeiro produto a ser colocado na prateleira deve ficar na fila da frente, para ser o primeiro a ser vendido. Esta técnica também é valida para o stock em armazém.

Durante a movimentação de produtos, tanto dentro do armazém como do armazém para as prateleiras podem ocorrer danos nas embalagens, nas etiquetas (incluindo códigos de barras) e nos próprios artigos resultantes de quedas ou outras deficiências da movimentação e manuseamento. A solução para este tipo de problemas é melhorar a formação das pessoas que prestam este serviço e reconverter aquelas que, mesmo assim, apresentam dificuldades recorrentes, para outras funções.

Um exemplo de danificação no armazém é quando uma empilhadora colide com caixas de papelão, paletes desprotegidas e outros. Uma solução para este problema consiste em fixar, no chão, protecções de madeira de cinco centímetros de altura por dez centímetros de largura. Estas barreiras são totalmente eficazes contra empilhadoras pois garantem que elas não danificam os produtos. Outra solução é apostar na formação dos condutores das empilhadoras.

Outro caso, são os produtos danificados nas caixas de pagamento, quando um cliente coloca um produto numa posição de risco e a operadora da caixa acciona o tapete rolante, sem reparar em tal situação. Para este problema é necessário que a operadora preste atenção à carga do tapete, antes de o accionar, e pode requerer um período adicional de formação.

A danificação de uma quantidade substancial de produto tem consequências sobre o prazo e/ou quantidade de reposição do stock, podendo, mesmo, originar uma ruptura. A medida a tomar é, então, assegurar a reposição do produto na data e quantidade adequada. No caso da ruptura ser de um produto de grande valor, como por exemplo móveis, para minimizar a perda de vendas, pode ser colocado um cartaz, oferecendo aos clientes a entrega ao domicílio na data em que já houver produto em stock.

HARMON, Roy L. - Reinventando a Distribuição: Logística de Distribuição Classe Mundial. Rio de Janeiro, Editora Campus, 1994.

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