terça-feira, maio 16, 2006

 

Artigos de baixo consumo


Sempre que há falta de um determinado artigo num hipermercado, o responsável pela sua reposição desloca-se a um estabelecimento comercial onde o possa adquirir. O custo de fazer uma encomenda, S, é de 30 UM e taxa de posse, T, é de 15% por UM do custo unitário do produto encomendado e por ano. No comércio a retalho, o artigo custa mais 50%, por unidade, do que o hipermercado pagaria se o encomendasse de um fornecedor. Por ano, são gastas 8 UM (A), com o conjunto das deslocações efectuadas, para a compra do artigo de cada vez que este é necessário. O valor do consumo anual, ao preço do retalho, Cr, que justifica a compra do artigo num retalhista, em vez da manutenção em stock é dado por:

Cr ≤ (S – A) / {1 – E [(T / 2) + 1 ] }

com:

E = Fracção que o preço do fornecedor grossista, C, representa do preço do artigo no comércio a retalho, Cr

E = C / Cr ≤ 1

Então, dado que:

S = 30 UM

A = 8 UM

E = 1 / 1,5 = 2 / 3

T = 0,15

tem-se:

Cr ≤ 77,65 UM / ano, em termos do preço a retalho, Cr

ou, atendendo a que Cc = E Cr = (2 / 3) 77,65

Cc ≤ 51,76 UM / ano, em termos do preço por grosso, C


Mantendo S, E e T fixos, pode traçar-se, num gráfico, a equação:

Cr = (30 - A) / (0,85 / 3) = 105,88 - 3,53 A

com o valor do consumo anual, ao preço do retalho, Cr, em ordenadas e, em abcissas, as despesas anuais, A, com o conjunto das deslocações efectuadas, para a compra do artigo de cada vez que este é necessário (Figura 1). Acima da recta, justifica-se a manutenção de um stock permanente. Abaixo da recta, deve comprar-se directamente a um retalhista. No caso presente, em que a despesa, A, é de 8 UM, o valor do consumo anual, Cr, é de 77,65 UM / ano, como já se viu.

Figura 1. Manter stock ou não manter


RAMBAUX, A. – Gestão Económica dos «Stocks», 2.ª ed. Lisboa, Pórtico, s.d.

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