segunda-feira, maio 08, 2006

 

Custos das existências (II)


O custo de encomenda ou, melhor ainda, de aprovisionamento resulta dos gastos variáveis efectuados directa e indirectamente com a realização de encomendas, tais como: encargos com deslocações, materiais e despesas postais respeitantes ao processamento das encomenda, recepção, ensaios e análise dos artigos encomendados, manutenção das instalações e equipamentos do sector das compras, custos indirectos de contabilidade, telefones e outros. Todos os encargos que variem com o número de encomendas.

A soma dos gastos descritos acima divide-se, então, pelo número total de encomendas (posições de encomenda) efectuadas no período em análise, normalmente um ano, e, assim, obtém-se o custo por encomenda, S, o valor médio para a realização de uma qualquer encomenda.

A variação do número de encomendas implica sempre a alteração dos encargos variáveis, mas ela pode ser tão intensa que implique também uma análise de custos detalhada. Normalmente, no entanto, basta calcular S em função das despesas anuais variáveis mais fáceis de conhecer.

Note-se que se numa encomenda existir mais do que um artigo pedido, então deverá ser considerado o número de artigos encomendados por ano em vez do número de encomendas anual.

Sabendo que, num ano, as posições de encomenda (os vários pedidos expressos nas diferentes notas de encomenda) foram 100 e o total dos encargos foi de 1 100 UM, se o número de unidades compradas anualmente (D) de um artigo for de 1 200 kg e a quantidade encomendada (Q) 100 kg, o custo por encomenda, S, é:

S = 1 100 / 100 = 11 UM

e o custo de aprovisionamento anual, Ca, deste artigo:

Ca = S × D / Q = 11 × 1 200 / 100 = 132 UM.

Quanto maior for a quantidade encomendada (Q), menor é o número de encomendas a realizar. Quando Q = D, só uma encomenda é feita, atingindo-se, assim, o valor mínimo do custo de aprovisionamento anual deste artigo. Por outro lado, se a situação se inverter, ou seja, se a quantidade encomendada diminuir, são feitas mais encomendas e o custo de aprovisionamento anual do artigo aumenta. Esta proporcionalidade inversa, entre o custo de aprovisionamento anual, Ca, de um artigo e a quantidade encomendada, Q, do mesmo artigo, é ilustrada na Figura 1:

Figura 1. Custo de aprovisionamento anual, Ca, de um artigo


REIS, Lopes dos - Manual da Gestão de Stocks: Teoria e Prática . Barcarena, Editorial Presença, 2005.

REIS, Lopes dos; PAULINO, António - Gestão de Stocks e Compras. Lisboa, Editora Internacional, 1994.

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