sexta-feira, junho 02, 2006

 

Stocks de segurança (II)


O valor do custo de ruptura não pode ser calculado

Prosseguindo com o exemplo anterior, mas numa situação onde não se podem calcular os custos de ruptura de stock, pode-se fixar, arbitrariamente, um risco aceitável de ruptura provável por ano, r. Limita-se, assim, o valor dos encargos de ruptura, apesar não se conhecerem em valor absoluto e determina-se o nível do stock de segurança.

Custo unitário = C1 = 30 UM

Taxa de posse anual = T = 15 % = 0,15

Periocidade económica de encomenda, mensal = P = 1

Periodo de aprovisionamento, praticamente nulo = L = 0

Admitindo, por exemplo, um risco de ruptura provável por ano correspondente a r = 1

F(s) = r P / 12 = 1 / 12 = 0,0833

Consultando a Tabela 2 do exemplo anterior, observa-se que o valor do nível do stock de segurança é de 50 unidades.

A escolha de r nem sempre é simples. Por vezes, é necessario reduzi-lo consideravelmente. Nalguns casos, embora seja possível calcular o custo de ruptura, pode ser necessário a empresa afastar-se do óptimo económico, adoptando um risco de ruptura inferior. É o que pode acontecer por imperativo de garantias ou nível de qualidade do serviço a prestar aos clientes. Por tudo isto, há que ter em atenção as consequencias dessa opção, visto que o volume do stock de segurança aumenta rapidamente, quando o risco r escolhido diminui.

A partir do exemplo anterior foi elaborada a Tabela 1 e o correspondente gráfico, apresentado na Figura 1.


Tabela 1. Custo anual de posse do stock de segurança




Figura 1. Z2 em função do número de rupturas prováveis aceites por ano


Analisando a Tabela 1 e a Figura 1, pode-se avaliar a rapidez com que o volume do stock de segurança e os encargos de posse aumentam, à medida que se é mais exigente quanto à probabilidade do risco de ruptura. Ambos duplicam quando, em vez de uma ruptura provavel por ano (r = 1), só se aceita uma ruptura provável em cada quatro anos (r = 0,25). Inversamente, se se aceitar que o número anual passe de 1 para 3 rupturas prováveis, tanto o volume do stock de segurança como os custos de posse deste stock diminuem para metade.

RAMBAUX, A. – Gestão Económica dos «Stocks» , 2.ª ed. Lisboa, Pórtico, s.d.

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