sexta-feira, março 31, 2006

 

Armazenagem por empilhamento (I)


O empilhamento envolve o armazenamento de unidades de carga em pilhas nas filas de armazenagem. Utiliza-se, frequentemente, quando se tem que armazenar grandes quantidades de alguns produtos e estes podem ser empilhados até uma altura razoável sem esmagamento da carga. É muito utilizado para alimentos, bebidas, electrodomésticos e produtos de papel entre outros. A utilização de espaço é grande, com um baixo investimento.

Durante o ciclo de armazenagem e retirada de um lote de produto, podem ocorrer vagas numa fila de armazenagem. Para se conseguir uma rotação FIFO dos lotes, os locais de armazenagem vagos não podem ser utilizados para a armazenagem de outros produtos ou lotes até que todas as cargas tenham sido retiradas da fila.

O projecto de uma armazenagem por empilhamento é caracterizado pela: profundidade de fila de armazenagem (x), o numero de filas de armazenagem necessárias para um dado lote de produto (y) e a altura da pilha (z), onde as variáveis de decisão, x, y e z têm que ter valores inteiros. Se a altura da pilha é fixa, então a variável de decisão mais importante é a profundidade da fila de armazenagem.

Considere-se a seguinte notação:

S = quantidade média de área no chão necessária durante a permanência de um lote no armazém
SBS = quantidade média de área no chão necessária, com empilhamento e sem stock de segurança
Q = tamanho do lote a armazenar, em unidades de carga
W = largura de uma unidade de carga
L = altura ou profundidade de uma unidade de carga
c = afastamento lateral entre unidades de carga
A = largura do corredor de armazenagem
x = profundidade de uma fila de armazenagem, em unidades de carga
z = altura da pilha, em unidades de carga ou níveis de armazenagem
y = número de filas de armazenagem necessárias para conterem Q unidades de carga com empilhamento
η = número médio de filas de armazenagem necessárias durante a permanência de um lote no armazém, com empilhamento

Para desenvolver um modelo para calcular a quantidade média de área no chão necessária, com empilhamento e sem stock de segurança, note-se que essa quantidade média é igual à área ocupada no chão por uma fila de armazenagem (incluindo metade do corredor e do afastamento lateral) vezes a número médio de filas de armazenagem necessárias durante a permanência de um lote de um produto no armazém. Então,

SBS = η (W + c) (x L + 0,5 A)

com

η = y (2 Q - x y z + x z) / 2 Q.

Substituindo η na equação de SBS, vem

SBS = y (W + c) (x L + 0,5 A) (2 Q - x y z + x z) / 2 Q.

Como SBS não é uma função convexa de x, para determinar o mínimo é necessário enumerar SBS, em função de x. Note-se que o valor óptimo não depende de W ou c.

TOMPKINS, James A. et al. - Facilities Planning, 2.ª ed., Nova Iorque, John Wiley & Sons, 1996.

 

Armazenagem por empilhamento (II)


Suponha-se que L = 48", W = 50", A = 144", c = 10", z = 4 e Q = 200. Qual é o valor de x que minimiza SBS?

Enumerando SBS (3.ª coluna da Tabela 1), em função de x (1.ª coluna da Tabela 1) e ordenando SBS (6.ª coluna da Tabela 1), obtém-se o valor de x = 10, para um mínimo de SBS = 99 360 polegadas² ou 64,1 m². Os valores de y (2.ª e 5.ª colunas da Tabela 1) são calculados atendendo a que x y zQ.


Tabela 1. Valor de x que minimiza SBS.
xySBSxySBS
(polegadas²)(polegadas²)
501148 320,010599 360,0
492148 348,88799 590,4
482148 262,49699 792,0
472148 060,87899 878,4
462147 744,01158100 800,0
452147 312,0125101 088,0
442146 764,869101 088,0
432146 102,4134101 894,4
422145 324,8510102 960,0
412144 432,0144103 564,8
402143 424,0154104 544,0
392142 300,8164104 832,0
382141 062,4173105 494,4
372139 708,8413107 078,4
362138 240,0183107 827,2
352136 656,0193109 814,4
342134 956,8203111 456,0
332133 142,4213112 752,0
322131 212,8223113 702,4
312129 168,0233114 307,2
302127 008,0252114 480,0
292124 732,8243114 566,4
282122 342,4317114 566,4
272119 836,8262117 216,0
262117 216,0272 119 836,8
252114480,0 282122 342,4
243114 566,4292124 732,8
233114 307,2302127 008,0
223113 702,4312129 168,0
213112 752,0225131 040,0
203111 456,0322131 212,8
193109 814,4332133 142,4
183107 827,2342134 956,8
173105 494,4352136 656,0
164104 832,0362138 240,0
154104 544,0372139 708,8
144103 564,8382141 062,4
134101 894,4392142 300,8
125101 088,0402143 424,0
115100 800,0412144 432,0
10599 360,0422145 324,8
9699 792,0432146 102,4
8799 590,4 442146 764,8
7899 878,4452147 312,0
69101 088,0462147 744,0
510102 960,0472148 060,8
413107 078,4482148 262,4
317114 566,4501148 320,0
225131 040,0492148 348,8
150183 600,0150183 600,0


TOMPKINS, James A. et al. - Facilities Planning, 2.ª ed., Nova Iorque, John Wiley & Sons, 1996.

quinta-feira, março 30, 2006

 

Programas de Resposta Rápida (PRR)


Num artigo de Goulart et al. (2004) são referidos Programas de Resposta Rápida (PRR), tais como: Efficient Consumer Response (ECR), Continuous Replenishment Program (CRP), Vendor Management Inventory (VMI) e Collaborative Planning, Forecasting and Replenishment (CPFR), que são essenciais para a gestão da logística de um hipermercado.

Goulart et al. (2004) define e analisa o ECR. O CVOC (s.d.) define e lista os objectivos do CRP, aborda as diferenças em relação aos sistemas tradicionais, como funciona e os seus benefícios. VMI (s.d.), QuickMBA (s.d.), Kumar e Kumar (2003) e Ashcroft (2004) definem e analisam o VMI. O CPFR é explicado, resumidamente, por Ashcroft (2001). Fica-se, assim, com uma visão da importância de todos estes programas na logística.

ASHCROFT, Jeff – CPFR – The New Business Essential. About.com, 2001. Consultado a 28 de Março de 2006.

ASHCROFT, Jeff – Vendor Managed Inventory Past, Present & Future. About.com, 2004. Consultado a 28 de Março de 2006.

CVOC. Baton Rouge, LA - Continuous Replenishment Progam (CRP). Consultado a 28 de Março de 2006.

GOULART, António Marcos A., et al. - Logística: Teoria e Prática em Supermercados de Pequeno Porte. «Anais do XI SIMPEP», Bauru, SP, 2004. Consultado a 28 de Março de 2006.

KUMAR, Phani; KUMAR, Muthu - Vendor Managed Inventory in Retail Industry. Bangalore, Índia, TATA Consultancy Services (TCS), 2003. Consultado a 28 de Março de 2006.

QUICKMBA - Vendor Managed Inventory. Consultado a 28 de Março de 2006.

VMI - Everything You Need To Know About Vendor Managed Inventory. Consultado a 28 de Março de 2006.

sexta-feira, março 24, 2006

 

Localização de hipermercado: aplicação da teoria dos conjuntos difusos (I)


A selecção do local para um hipermercado pode ser feita aplicando a teoria dos conjuntos difusos. Os atributos subjectivos de um local são expressos em termos qualitativos e, por isso, difíceis de incorporar numa análise para selecção do melhor local. A teoria dos conjuntos difusos pode converter as avaliações qualitativas em quantitativas, permitindo medir, efectivamente, as contribuições dos factores subjectivos.

Os critérios subjectivos são, normalmente, expressos em termos de «muito fraco», «fraco», «bom», «muito bom», «médio», «alto» e outros semelhantes. Com a teoria dos conjuntos difusos, estes termos são convertidos em avaliações quantitativas que, geralmente, têm uma forma triangular ou trapezoidal, com pesos diferentes.

Considere-se o problema da direcção de uma cadeia de hipermercados que tem de escolher um local para um novo hipermercado ou centro de distribuição, tendo que considerar vários factores.

Numa aplicação da técnica da lógica difusa, o primeiro passo é dividir os critérios em duas categorias: objectivos e subjectivos. O passo seguinte é afectar pesos aos critérios subjectivos. São, então, avaliados os diferentes locais de acordo com cada um dos critérios.

Os critérios objectivos podem ser avaliados independentemente dos decisores, porque os seus valores podem ser estimados com base em estudos de mercado ou económicos. Para assegurar que os critérios objectivos são compatíveis com a classificação dos subjectivos, tem que se dar uma forma adimensional aos valores objectivos.

São, então, calculados os índices de adequabilidade difusos para cada local e determinada a classificação final de cada local.

SULE, Dileep R. - Logistics of Facility Location and Allocation. New York, Marcel Dekker, 2001.

quarta-feira, março 22, 2006

 

Actividades e grupos de actividades logísticas


Algumas listagens, por exemplo a de Machado (2005), incluem actividades logísticas que se completam, como aquisição, transporte e controlo de stocks; e não referem outras, tais como, previsões, layout e planeamento agregado:

Serviço ao clienteLocalização da fábrica e armazéns
Previsão de vendasAquisição
Gestão de informaçãoEmpacotamento
Controlo/gestão de stocksGestão de devoluções
Manuseamento de materiaisRecuperação e deposição de resíduos
Processamento de encomendasGestão de transporte
Após venda (peças e serviços)Armazenagem

Bowersox, tal como referido por Carvalho et al. (2000), define cinco grupos de actividades logísticas: gestão das infra-estruturas da empresa, constituição e gestão de stocks, comunicação e informação, movimentação de materiais / produtos e transporte. Nestes grupos inserem-se as actividades mais afins a cada um deles.

MACHADO, Virgínia H. – Acetatos de Logística 2004/2005. Caparica, FCT/UNL, 2005.

CARVALHO; José Mexia Crespo de, et al.Comércio Eletrónico: Logística. São João do Estoril, Principia, 2000.

terça-feira, março 21, 2006

 

Informações, medidas e capacidades de equipamentos e acessórios


O Guia Log (s.d.) dispõe de um artigo onde são dadas algumas «dicas» sobre estruturas para armazéns pré-fabricados e características das paletes de madeira. Tem também ligações a endereços na Web onde estão disponíveis informações sobre problemas nos combustíveis, roubo de veículos e carga, trânsito urbano e interurbano, meteorologia, índices do custo de transporte e barreiras técnicas às exportações, tudo referente ao Brasil.

Um outro artigo do Guia Log (s.d.) lista medidas de veículo urbano de carga (VUC), plataformas para carga e descarga, carroçarias, contentores e paletes, assim como capacidades de vários tipos de meios de transporte de carga.

GUIALOG - Dicas. Consultado a 21 de Março de 2006.

GUIALOG - Medidas e Capacidades de Equipamentos e Acessórios. Consultado a 21 de Março de 2006.

segunda-feira, março 20, 2006

 

Gestão de risco da cadeia de abastecimento


O tema de capa da revista Logística Moderna, de Novembro de 2005, foi a gestão de risco e fiabilidade da cadeia de abastecimento.

Após referir a importância da gestão da cadeia de abastecimento para a produção de bens e serviços, o artigo cita um estudo realizado pelo Aberdeen Group que apurou ser a gestão de risco e fiabilidade o que mais importa para a função de abastecimento, assim como a tendência da evolução desses riscos.

Alerta para que situações imprevistas podem causar a paralisação da produção, dando como exemplo o que se passou na sequência da passagem do furacão Katrina por Nova Orleães. Lista os problemas mais comuns resultantes das interrupções ou paragens da cadeia de abastecimento, assim como as suas consequências. São referidos dois exemplos de perdas graves sofridas pela Ford Motor Co. e Coca-Cola, causadas por interrupções ou crises na cadeia de abastecimento.

É abordada a falta de visão estratégica da gestão de risco no abastecimento por parte das empresas, em resultado de uma atitude reactiva da organização, inexistência de dados, procedimentos e sistemas de medição do desempenho dos fornecedores ou do risco da cadeia, assim como outras questões de relevo, que incluem a falta de competências e modelos de apoio à decisão que permitam calcular e fazer previsões sobre os riscos.

O estudo das melhores práticas pelo Aberdeen Group permitiu observar cinco princípios na gestão de risco da cadeia de abastecimento. A importância de estabelecer medidas e procedimentos para o caso de haver problemas na cadeia de abastecimento é exemplificada com um caso da Ericsson, cujo programa de gestão de riscos começou pela determinação dos níveis de risco de cada matéria prima básica, baseando-se na importância, quantidade disponível, número de fornecedores e tempo gasto no acesso a fontes alternativas de abastecimento ou na alteração do produto. Por a gestão de risco não ser um elemento estático ou isolado, obriga a um alinhamento transversal das várias funções dentro da empresa. O caso da IKEA é citado como exemplo de equilíbrio adequado entre custo e risco, sendo salientada a importância das tecnologias de informação, capacidade de entendimento e melhoria contínua dos fornecedores.

O artigo conclui com recomendações às empresas no âmbito da gestão de risco, conforme o nível de desenvolvimento das suas estratégias neste campo, dadas as indicações do surgimento da gestão de risco como um dos principais factores de diferenciação competitiva.

Gestão da Cadeia de Abastecimento: Riscos Incalculáveis. «Logística Moderna», Alcochete, 41 Nov. 2005.

domingo, março 19, 2006

 

Movimentação e armazenagem


A TigerLog (s.d.), empresa de consultoria e formação em logística, refere a importância de uma correcta armazenagem na diminuição dos custos gerais de uma empresa, entre outras curiosidades em logística.

O texto começa por fazer uma comparação dos custos de armazenagem com os custos logísticos de uma empresa, mostrando que a armazenagem tem um peso elevado nesses custos.

Dá a conhecer as maiores áreas cobertas de armazenagem no mundo, destacando a UPS e Wal Mart, no Brasil e o maior e mais avançado centro de distribuição multimodal de resinas plásticas do mundo.

Depois, são dadas informações sobre: armazéns insufláveis; diversos tipos de empilhadoras e suas possibilidades de utilização; o maior fabricante mundial de empilhadoras; os lideres do mercado das empilhadoras no Brasil; e sobre paletes, dando a conhecer a variedade de dimensões que estas têm em diversos locais do mundo.

O texto define exactidão na expedição e no inventário, dando a conhecer alguns dos melhores índices nestas áreas; o impacto que um mau endereçamento dos produtos tem nos custos do armazém; e os benefícios de utilização de Warehouse Management Systems (WMS).

TIGERLOG. São Paulo - Movimentação e armazenagem. Consultado a 21 de Março de 2006.

 

Códigos de barras


Numa monografia, Yanina (s.d.) dá informação detalhada sobre códigos de barras. O documento inclui uma breve introdução sobre a estrutura, aplicação e vantagens dos códigos de barras. Segue-se a definição de código de barras e dos termos símbolo e simbologia a ele associados. Esta é uma ferramenta que serve para armazenar informação e dados que podem ser nele reunidos de forma rápida e com grande precisão.

Nas secções seguintes são descritas as vantagens e benefícios dos códigos de barras: impressão a custos baixos, percentagem reduzida de erros, rapidez na recuperação de dados, equipamentos de leitura e impressão flexíveis, fáceis de ligar e instalar; melhor controlo de entradas e saídas, introdução de novas categorias e precisão de informação.

São enunciadas as aplicações desta ferramenta e algumas actividades que exemplificam como um código de barras melhora a produtividade e rentabilidade de um negócio, quer se trate de fabricação, transporte, venda a retalho e muitas outras actividades.

É definida a simbologia no código de barras, sua importância e caracterizados os vários tipos existentes. Explica-se o porquê dos diferentes tipos de simbologia e os factores que lhes estão associados. As simbologias são de uma (1D) e duas dimensões (2D). Na simbologia de uma dimensão existem dois sistemas de codificação: o UPC (Universal Product Code) e o EAN (European Article Numbering). Dentro desta dimensão encontram-se o EAN 13 e 8, os códigos 39 e 128, intercalado 2 em 5, codabar e posnet. A simbologia da segunda dimensão é um complemento da simbologia da primeira dimensão e tem como exemplos os códigos PDF417 e MaxiCode.

Na secção sobre a leitura dos códigos de barra é explicado o procedimento e apresentados três sistemas de a realizar: entrada de dados pelo teclado, leitores portáteis com ou sem memória e leitores de radiofrequência. É explicada a necessidade de uma compatibilidade entre os leitores e os programas para computador, de modo que se possa ter acesso à informação contida no código de barras.

Existem diversos tipos de leitores, descritos na monografia quanto ao seu modo de uso e realçando as suas vantagens e desvantagens. Leitores tipo lápis, de ranhura ou slot, do tipo CCD e CCD de aproximação; de laser de aproximação e do tipo pistola, fixo e fixo omnidireccional, autónomos e de códigos de barras de 2D.

A última secção apresenta uma visão do futuro onde o código de barras poderá ter o seu papel diminuído pela generalização do uso dos sistemas electrónicos, dos quais são abordadas algumas vantagens e aplicações.

YANINA, Maria - Envases y Embalajes: Códigos de Barras. Consultado a 15 de Março de 2006.

 

Operadores logísticos


A TigerLog (s.d.), empresa de consultoria e formação em logística, destaca os operadores logísticos de entre um conjunto de curiosidades em logística.

Após alguma informação sobre o mercado Brasileiro de operadores logísticos e fornecer dados sobre o maior operador logístico do Brasil, refere que a UPS foi escolhida como a melhor prestadora de serviços logísticos, nos EUA, em 2003, pela revista Inbound Logistics e, no mesmo ano, no Brasil, o prémio Volvo de Logística elegeu a TNT Logistics como a melhor prestadora de serviços.

É, depois, explicado o que são os 3PLs e 4PLs, sendo dados alguns exemplos destes últimos. São citados valores dos custos logísticos a nível mundial e a lista das dez maiores empresas de logística e transporte do Brasil, enumerando, também, as maiores dificuldades para os 3PLs no país.

Caracteriza o mercado Norte Americano de operadores logísticos, onde se destaca a UPS, o maior operador logístico do mundo e o mercado logístico da Europa Ocidental, listando os 10 maiores operadores logísticos da Europa.

Conclui com uma referência à China a que chama de a grande incógnita logística.

TIGERLOG. São Paulo - Operadores Logísticos. Consultado a 19 de Março de 2006.

sexta-feira, março 17, 2006

 

EDI (Electronic Data Interchange)


EDI significa troca estruturada de dados através de uma rede de dados qualquer e pode ser definida como o movimento electrónico de documentos standard de negócio entre ou dentro de empresas. A EDI utiliza um formato de dados estruturados de recolha automática que permite que os dados sejam transformados sem serem reintroduzidos (Wikipédia). Este método é seguro,visto a transmissão de dados ser feita por algoritmos de codificação ou por assinatura digital.

Este sistema está intimamente ligado com a troca de informações entre parceiros comerciais. Num hipermercado, é possível a logística usufruir da EDI, ligando a sua base de dados directamente à do fornecedor. Esta é uma forma de satisfazer as necessidades a nível dos stocks.

A EDI funciona sem interacção humana e de uma forma rápida, visto que está ligada ao sistema informático da cadeia, interligando e interagindo com as áreas do hipermercado, tais como as caixas registadoras, os produtos nas prateleiras e no armazém, entre outros. A informação é transmitida ao mesmo tempo que o processo é realizado.

As grandes vantagens da utilização da EDI, em cadeias de hipermercados, são:

a grande diminuição dos stocks nos armazéns. Como a compra de novo stock ao fornecedor é feita na altura da requisição, visto sair logo a nota de encomenda, o tempo de reabastecimento diminui significativamente, implicando uma diminuição dos stocks armazenados e dos próprios armazéns;

contribui para operações do tipo just in time no hipermercado. Toda a informação é transmitida ao mesmo tempo que o processo é realizado;

diminuição de erros no processamento dos documentos, visto que é tudo informatizado;

diminuição do lead-time, visto que o tempo que decorre desde o processamento de uma encomenda até à sua colocação na prateleira para venda diminui.

DIAS, João Carlos Quaresma - Logística Global e Macrologística. Lisboa, Edições Sílabo, 2005.

MENDES et al. - EDI: Electronic Data Interchange. Caparica, FCT/UNL. Consultado a 14 de Março de 2006.

WIKIPÉDIA - EDI. Consultado a 14 de Março de 2006.

 

Wal-Mart


Num estudo de caso de Chandran (2003), sobre o retalhista Norte-Americano Wal-Mart, é feita uma descrição do mesmo e uma comparação com os principais concorrentes. Neste estudo é focada a importância da logística no desempenho da empresa. Segundo os analistas, a liderança do retalhista deve-se a uma concentração constante nas necessidades do cliente e na redução dos custos através de uma gestão eficiente da cadeia de abastecimento e de todo o sistema logístico. Sendo esta a empresa mais rica do mundo e que tem como ponto forte o desempenho ao nível logístico, é um caso importante a estudar.

Após uma breve referência biográfica ao fundador da empresa, Sam Walton, são referidas as suas ideias: a preocupação com a lealdade, tanto do cliente, como do empregado, reduzir cada vez mais os preços dos produtos, aumentando a sua rotação na loja e a preocupação em introduzir práticas inovadoras dentro das lojas, como, por exemplo, o self-service, já nos primórdios da empresa.

Do estudo realizado salientam-se os seguintes pontos.

Política da Wal-Mart

- Reduzir o preço de custo e oferecer os melhores preços aos clientes.

Tecnologias usadas

- Sistemas sofisticados de códigos de barras e computadores de mão.
- Acesso, em tempo real, a informações sobre localização e quantidades de produto existente para todos os empregados dos centros de distribuição.
- Sistema de comunicações via satélite.
- Sistema de ponto de vendas (POS - Point of Sales).
- Sistema com algoritmo sofisticado para previsão da quantidade exacta de cada produto a entregar em cada loja.
- O maior e mais sofisticado sistema informático do sector privado com processador paralelo em massa (MPP - Massively Paralell Processor).

Infra-estruturas

- 4 700 lojas e 72 centros de distribuição em todo o mundo.
- Sistema de transportes próprio.

Processos Logísticos usados

- Cross-docking.
- Aprovisionamento global.

Vantagens competitivas

- Os centros de distribuição fornecem cerca de 85% do total de produtos, enquanto os concorrentes cerca de 50 a 65%.
- O sistema de transportes próprio permite reduzir custos e entregas mais eficientes, á noite e urgentes, e regular eficazmente a entrega de produtos sazonais.
- Custos de transporte de cerca de 3% contra 5% para a concorrência.
- Reabastecimento das lojas em dois dias contra cinco para a concorrência.
- Taxas de rotação dos stocks elevadas.

CHANDRAN, Mohan P. - Wall Mart´s Supply Chain Management Practices. Nagarjuna Hills, Hyderabad, Índia, ICFAI Center for Management Research, 2003.

quinta-feira, março 16, 2006

 

Caso: Jumbo de Almada (I)


Segundo Jorge Nunes, responsável pelo controlo de gestão do Jumbo da Almada (comunicação pessoal, 15 de Março de 2006), actualmente, os gestores consideram ser essencial a criação da área logística em empresas que façam distinção entre áreas funcionais. Através dela, dizem, muitos problemas resultantes da fraca interligação entre algumas áreas funcionais podem ser resolvidas de uma forma mais consentânea com os objectivos da empresa, quer sejam de carácter interno ou externo.

O papel a desempenhar pela área logística torna-se cada vez mais pertinente, já que as actividades que lhe estão subjacentes são numerosas e encontram-se frequentemente desarticuladas. O reconhecimento da necessidade da criação da área funcional logística é o primeiro passo. Depois deste, todo o processo subsequente leva à criação, na prática, desta área. Os melhores resultados são obtidos quando é perceptível a integração das suas actividades de base, recorrendo para tal ao uso de sistemas de informação, onde, mais uma vez, esses sistemas se tornam cruciais. Através deste processo, a empresa fortalece as suas vantagens competitivas e enfrenta, com proveitos acrescidos, a concorrência do mercado em que opera.

Os sistemas de informação logística começaram a surgir há pouco, mas, por parte das entidades envolvidas, é frequentemente esquecida a necessária integração o que torna os processos lentos, erráticos e suscita, nos recursos humanos, alguma apreensão quanto à sua utilidade.

O processo de implementação e modernização dos sistemas de informação logística não é simples. Surgem sempre alguns problemas, tais como:

segunda-feira, março 13, 2006

 

Logística e estratégia


A estratégia tem a ver com o conhecimento do onde, quando, porquê e quando; com o futuro que tanto pode ser amanhã, como dentro de alguns anos, a mais longo prazo. Envolve decisões vitais, de largo alcance, quando os horizontes temporais da decisão estão cada vez mais próximos, o tempo se configura como um bem precioso cada vez mais escasso e os espaços físicos também são cada vez mais acessíveis e transponíveis.

A logística é a fonte de vantagens competitivas no acesso e fidelização de clientes, através da prestação global de serviços qualificados e a baixo custo, influenciando decisivamente as estratégias das empresas.

Porque é que as empresas, nomeadamente as cadeias de hipermercados se preocupam tanto com a logística? Analisando os tópicos seguintes, podem-se encontrar algumas respostas.

Ao incorporar e utilizar conceitos de marketing, qualidade, finanças e planeamento, a logística tornou-se uma área multinacional, aumentando desta forma a eficiência e a eficácia da gestão. A logística é capaz de responder às necessidades internas da empresa e, ao mesmo tempo, responder os desejos dos clientes.

Com o tempo, a logística passou a preocupar-se com um maior número de actividades, deixando de ser vista como actividade operacional para tornar-se estratégica. A logística deve ser considerada nas decisões importantes e receber a atenção dos gestores de topo da empresa.

Inicialmente, a logística era tratada de forma funcional. Agora passou a integrar as diversas funções internas da empresa funcionando como elo de ligação entre clientes e fornecedores.

A logística preocupa-se com a gestão dos fluxos. O fluxo dos materiais inicia-se no fornecedor e termina na entrega ao consumidor final. O fluxo das informações tem um sentido inverso ao anterior. Para sincronizar e racionalizar estes fluxos, a logística procura, simultaneamente, reduzir as existências e aumentar a disponibilidade dos produtos. Essa sinergia favorece, também, o fluxo financeiro da empresa.

NETO, Francisco Ferraes – A Logística como Estratégia para a Obtenção de Vantagem Competitiva. «FAE Business», Blumenau, SC, 1, Dez. 2001. Consultado a 13 de Março de 2006.

 

Planeamento e projecto de um hipermercado


Neste artigo explica-se como deve ser organizado o layout de uma loja, dando alguns exemplos para o caso de um supermercado, válidas para um hipermercado. São feitas recomendações muito importantes sobre a entrada, espaço, circulação, sinalização, exposição dos produtos, área de vendas, armazém, segurança e, ainda, sobre a fachada, montras, prateleiras, caixas, expositores, balcões, sanitários e escritório.

SEBRAE-SP. São Paulo - Como Organizo uma Loja? Consultado a 13 de Março de 2006.

domingo, março 12, 2006

 

Normas de rastreio de produtos frescos


A infoAgro.com (s.d.) disponiza informação sobre o modelo de rastreio da cadeia de abastecimento de produtos frescos.

O documento inclui um resumo executivo que refere as instituições que colaboraram na elaboração das normas; indica que elas definem os requisitos mínimos para o rastreio de produtos frescos, seus objectivos e limitações.

Depois dos agradecimentos e de descrever, brevemente, o sistema de numeração e codificação de barras EAN.UCC, é disponibilizado um guia prático para utilização do sistema.

Na introdução é justificada a necessidade da existência do referido sistema e da criação de normas mundiais da cadeia de abastecimento, concluindo com uma breve descrição do projecto de rastreio dos produtos frescos e um resumo das secções seguintes.

Na secção sobre o modelo de rastreio da cadeia de abastecimento de produtos frescos é definido o objectivo deste modelo que implica: ligações entre as sucessivas configurações da unidade comercial e logística; manutenção de um registo exacto e atempado; lotes homogéneos e comunicação electrónica dos dados de rastreio.

É esquematizado o modelo que representa os fluxos de informação que acompanham os fluxos físicos para assegurar o rastreio dos produtos frescos.

As ferramentas de rastreio EAN-UCC incluem: os números mundiais de artigo comercial e o código de barras EAN-UCC; as definições de: unidades de consumo, comercial e logísticas; e de informação de atributos.

As normas de rastreio de produtos frescos envolvem: a identificação das localizações; identificação das unidades comerciais e logísticas; a etiqueta logística EAN.UCC; o código de barras das unidades comerciais e logísticas; e os dados de atributos da unidade comercial e logística.

Em anexo são apresentados, novamente, os princípios do sistema EAN.UCC, na forma de um guia prático.

infoAgro.com – Normas de Trazabilidad para Produtos Frescos. Consultado a 9 de Março de 2006.

 

O comércio electrónico a retalho e a logística


A maior parte dos hipermercados dispõe de um serviço de vendas através da Web como, por exemplo, o Continente Online. O crescente aumento das transacções virtuais coloca desafios à logística tradicional que a podem tornar num dos maiores entraves à expansão do comercio electrónico. No Natal de 1999 registaram-se problemas de grande dimensão nos sistemas de atendimento e entrega.

O comércio electrónico tem características únicas, que devem ser entendidas, já que este é um sector que ainda se encontra em expansão. A globalização e o aparecimento de uma nova economia, exigem o entendimento da logística do comércio virtual a retalho, que se caracteriza por um grande número de pequenos pedidos, geograficamente dispersos e entregues de forma fraccionada, porta a porta, resultando em baixa densidade geográfica e altos custos de entrega. Esta nova realidade exige o aparecimento de uma «nova» logística, complementar da logística tradicional.

Depois de se referirem à evolução do comércio electrónico e seu impacto sobre a logística, Fleury e Monteiro (s.d.) indicam que o comércio electrónico a retalho requer centros de distribuição que permitam a execução de picking ao nível da unidade, com alto grau de eficiência. Por outro lado, o índice de devoluções tende a aumentar substancialmente e muitos sistemas logísticos não estão preparados para tratar a logística inversa.

Segundo Fleury e Monteiro (s.d.), as maior es dificuldades estão na satisfação da encomenda, compreendendo: o processamento da encomenda; gestão das existências; coordenação com os fornecedores; e a separação e embalagem dos produtos. Por isso, propõem um novo modelo logístico com base no fortalecimento do relacionamento com o cliente; focado em caixas, em vez de paletes; entrega porta a porta; e tratamento automático das excepções.

O artigo de Fleury e Monteiro (s.d.) inclui referências bibliográficas.

FLEURY, Paulo Fernando; MONTEIRO, Fernando José Retumba C. - O desafio logístico do e - commerce. Centro de Estudos em Logística (CEL), Instituto de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Consultado a 9 de Março de 2006.

 

Sectores de produtos num hipermercado


Em qualquer hipermercado os produtos são agrupados nos seguintes sectores:

Talho (com carnes de aves, porco, vaca e outras);
Peixaria (peixes e mariscos);
Frios, Salgados e Congelados (lacticínios, enchidos, salgados, conservas frescas e todos os congelados);
Hortifruticultura ou FLV (frutas, legumes, verduras, ovos e outros);
Padaria (pães e bolos de todos os tipos);
Mercearia (cereais e outros para o pequeno almoço, bebidas, enlatados, limpeza, higiene, entre outros);
Não-alimentares (perfumaria, vestuário, plástico, bazar, alumínios e outros).

Os produtos do talho, peixaria, frios, salgados, congelados, hortifrutículas e da padaria são designados perecíveis por terem um prazo de validade mais curto do que os dos demais. São, normalmente, colocados ao fundo da loja. São produtos de compra quase que diária e, por essa razão, são muito importantes para a fidelização do cliente, isto é, para criar o hábito do cliente vir frequentemente ao hipermercado. São expostos em balcões refrigerados, para congelados ou quentes (caso de alimentos prontos), ou em expositores de verduras e frutas.

Os produtos de mercearia e não alimentares são expostos em prateleiras. São produtos de vida mais longa, conservação mais simples, mas que também têm prazos de validade que precisam de ser respeitados e após os quais não podem ser vendidos.

SUPERGENTE - Balconistas. Consultado a 9 de Março de 2006.

sexta-feira, março 10, 2006

 

Identificação por Rádio Frequência (RFID)


A RFID (Radio Frequency Identification) utiliza etiquetas electrónicas ou de RFID que emitem um Código Electrónico do Produto (EPC, Eletronic Product Code)(Sudré, 2005). Esta tecnologia tem vindo a ser usada cada vez mais em diversos ramos, mas o que a torna realmente interessante é o facto de ser cada vez mais apontada como uma substituição do código de barras, permitindo um maior controlo logístico numa cadeia de hipermercados.

As vantagens das etiquetas electrónicas são, por exemplo: codificação em ambientes hostis; codificação de produtos em que o código de barras não é eficiente; colocação no interior do produto; colocação em superfícies posteriormente pintadas ou com outro tipo de acabamento; leitura sem contacto; leitura sem abertura da embalagem; baixo tempo de resposta; e captação da informação com a etiqueta em movimento (Brazão, 2005).

Entre as utilizações correntes desta tecnologia contam-se o controlo de segurança das saídas de estabelecimentos e nas «vias verdes». Para além da utilização pelas cadeias de hipermercados para identificar os produtos na recepção, as etiquetas electrónicas permitem, também: o controlo das existências em tempo real; a determinação e identificação dos pontos de perdas de mercadoria; e o controlo das paletes (Brazão, 2005).

Uma das grandes desvantagens das etiquetas electrónicas é o seu custo elevado em relação às de código de barras (Dâmaso, 2005 e Sudré, 2005). Há ainda o problema das faixas de frequência para leitura das etiquetas, estarem a ser definidas para cada região, o que é uma dificuldade no comércio internacional; não se detectar a passagem de mercadoria cuja informação não foi lida; o efeito da exposição humana às ondas de rádio(Brazão, 2005); e a utilização em produtos metálicos ou com componentes metálicos (Dâmaso, 2005).

Uma organização a nível mundial, a EPCGlobal está encarregada de gerir a implantação desta tecnologia (Brazão, 2005 e Dâmaso, 2005).

BRAZÃO, Anderson - Etiquetas Electrónicas. 2005. Consultado a 8 de Março de 2006.

DÂMASO, Luisa - Etiqueta Electrónica é Cara. 2005. Consultado a 8 de Março de 2006.

SUDRÉ, Gilberto - A Etiqueta Inteligente. 2005. Consultado a 8 de Março de 2006.

 

Logística vs Marketing


Apesar de distintas, as funções de marketing e logística têm em comum a preocupação com os clientes, cabendo ao marketing a gestão da procura, enquanto a logística é responsável pela entrega. Assim, o marketing gere a relação da empresa com o mercado onde actua, compatibilizando, desse modo, os objectivos da empresa com as necessidades dos clientes, o que exige a disponibilidade dos produtos nos pontos de venda, função que é assegurada pela logística.

A separação das funções de marketing e logística não deve ser interpretada como querendo dizer que operam independentemente. Ambas são essenciais para agregar valor para os clientes.

A articulação da logística com o marketing requer um entendimento nem sempre fácil. Para alguns responsáveis do marketing, o importante é vender, fechar contratos, sem se preocuparem como se cumpre depois. O reverso é que alguns responsáveis pela logística não ponderam devidamente importantes elementos do marketing, tais como o posicionamento ou a quota de mercado.

O desafio está, essencialmente, na mudança das organizações por funções (do tipo: «tu fazes isto, que eu faço aquilo»), para organizações geridas por processo, em que há responsabilidade conjunta pelos resultados gerados.

A logística e o marketing complementam-se para satisfazerem a procura. Quando os clientes se dirigem aos pontos de venda, é necessário que aí encontrem o bem ou serviço de que necessitam, nas condições adequadas.

Esta convergência da logística com o marketing é designada por logística comercial, correspondendo a uma simbiose entre o marketing e a logística, com um impacto sobre a força das vendas da empresa.

MOURA, Benjamim do Carmo – Logística: Conceitos e Tendências. Vila Nova de Famalicão, Centro Atlântico, 2006

 

Cross-docking


A técnica de cross-docking pode ser definida como uma operação de preparação de encomendas que não envolve o armazenamento dos produtos. A Wal-Mart foi pioneira na aplicação e desenvolvimento deste método (Chopra e Meindl, 2004).

Os camiões, vindos directamente dos fornecedores, cada um deles trazendo um tipo diferente de produto, entregam-nos numa instalação apropriada. Os produtos de cada camião são divididos em lotes mais pequenos e carregados noutros camiões que os transportam para a loja a que se destinam. A carga deste camiões é constituída por diferentes tipos e quantidades dos diversos produtos (Figura 1).

Figura 1. Cross-docking
(carregar com o cursor na figura para ver em tamanho grande)
Fonte: Cross-Docking Distribution Center

Um artigo de Gue (2001) sobre cross-doking aborda os seguintes assuntos: funções do armazém; funções do armazém de custo mais elevado; definição de cross-doking; instalações de cross-doking; diferenças entre cross-doking e armazenagem tradicional; vantagens e desvantagem do cross-doking, identificando as operações que envolvem custos e podem ser eliminadas por recurso a esta técnica; definição e explicação dos cinco tipos de cross-doking; definição e explicação dos dois tipos de cross-doking, em termos de processamento de informação; vantagens e desvantagens do cross-doking em duas fases; quais os produtos a que melhor se aplica o cross-doking; dificuldades e requisitos da gestão do cross-doking; breves casos de estudo da Home Depot, Wal-Mart, Costco e FedEx Freight. Inclui, ainda, algumas referências bibliográficas.

CHOPRA, Sunil; MEINDL, Peter - Supply Chain Management: Strategy, Planning, and Operation, 2.ª ed. Upper Saddle River, NJ, Pearson International Editions, 2004.

GUE, Kevin R. - Crossdocking: Just-In-Time for Distribution. Monterey, CA, Naval Postgraduate School, 2001. Consultado a 10 de Março de 2006.


quinta-feira, março 09, 2006

 

Novo desafio à logística


Com o aparecimento do comércio electrónico, vendas online, a logística é obrigada a acompanhar de forma credível as exigências deste novo tipo de comércio.

Nascimento (2000) aborda os conceitos de Novo Consumidor e Nova Economia. No mesmo artigo são também são abordadas as mudanças inerentes ao desenvolvimento do comércio electrónico.

Nascimento (2000, p. 26 e 27) foca a necessidade da logística se desenvolver para acompanhar as necessidades do Novo Comércio.

NASCIMENTO, José Rafael - Nova Economia, Novo Consumidor. «Revista de Comunicação e Marketing», Lisboa, 1 Dez. 2000. Consultado a 9 de Março de 2006.

quarta-feira, março 08, 2006

 

Logística numa cadeia de hipermercados


Neste «blog» estudam-se os principais conceitos relacionados com as ferramentas logísticas aplicadas ao grande comércio a retalho, em especial o sector dos hipermercados, observando como esses conceitos se desenvolvem em empresas de grande dimensão. No «blog» abordam-se, ainda, os novos desafios e tecnologias para o grande comércio retalhista. Procura-se, também, comparar as práticas logísticas geralmente encontradas na literatura, as melhores práticas e a sua aplicação em cadeias de hipermercados, nomeadamente as observadas directamente num hipermercado de porte típico.

terça-feira, março 07, 2006

 

Definição de logística


A logística é a área da administração que trata do transporte e armazenamento das mercadorias.

Logística é o conjunto de planeamento, operação e controlo do fluxo de materiais, mercadorias, serviços e informações da empresa, integrando e racionalizando as funções sistémicas desde a produção até à entrega, assegurando vantagens competitivas na cadeia de abastecimento e a consequente satisfação dos clientes.

A actividade logística é regida pelos logistic drivers (factores de direccionamento), para níveis maiores de complexidade operacional, como, por exemplo, históricos da procura dos produtos ou serviços, frequência das encomendas e quantidades por encomenda; custos envolvidos na operação, tempo de entrega (lead-time), pedido mínimo, rupturas de abastecimento, prazos de entrega, períodos promocionais e frequência de sazonalidade, políticas de stock (evitando faltas ou excessos), planeamento da produção, políticas de gestão das encomendas (orders), análise dos modelos de canais de distribuição, entre outros.

Em linhas gerais, podemos dizer que a logística está presente em todas as actividades de uma empresa. A logística começa pela necessidade do cliente. Sem essa necessidade, não há movimento de produção e entrega.

WIKIPÉDIA - Logística. Consultado a 23 de Fevereiro de 2006.

segunda-feira, março 06, 2006

 

Logística: várias perspectivas


Ramo dos conhecimentos e actividades militares, que tem como objectivo assegurar às forças armadas, em especial às que se encontram em campanha ou em combate, a satisfação das necessidades materiais, no tempo, no local, na quantidade e qualidade requeridas, de forma a desempenharem eficazmente a missão que lhes foi confiada.

CASTELEIRO, João Malaca, (org.) - Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea. Lisboa, Verbo, 2001.

Na perspectiva do cliente: entrega do produto certo, ao cliente certo, na quantidade certa, na condição certa, no local certo, no momento certo, ao custo certo.

Perspectiva da utilidade/valor: utilidade/valor fornecida em tempo e lugar aos materiais e produtos, satisfazendo os objectivos da organização.

Perspectiva das existências: gestão de materiais em movimento e de inactivos.

Na perspectiva da gestão funcional: determinação das necessidades de materiais, compras, transportes, gestão de existências, armazenagem, manuseamento de materiais, embalagem, análise da localização da instalação, distribuição, manuseamento dos materiais devolvidos, gestão da informação, serviço ao cliente e todas as outras actividades relacionadas com o apoio aos clientes internos e externos à organização.

MACHADO, Virgínia H. - Acetatos de Logística 2004/2005. Caparica, FCT/UNL, 2005.

 

Logística inversa


Em www.monografias.com está disponível uma monografia sobre logística inversa.

A monografia começa por fazer uma introdução ao conceito de logística e sua evolução. Esta introdução contém algumas definições de logística; faz referência às actividades principais, dando maior relevância ao serviço ao cliente; enumera outros factores que contribuem para a evolução da logística; citando, ainda, requisitos necessários para o bom funcionamento da gestão logística, nomeadamente os sistemas de informação.

A logística inversa trata da recuperação e reciclagem de vasilhame, embalagens e resíduos perigosos, assim como da retoma de existências excedentárias, devoluções de clientes, produtos obsoletos e existências sazonais.

Após a definição de logística inversa a monografia aborda os seguintes pontos:
· a razão de ser e as causas que geram a necessidade da logística inversa;
· destinatários;
· processos e actividades;
· elementos chave para uma gestão e desenvolvimento de uma estratégia adequada;
· factores chave para o sucesso;
· a relação com a reciclagem;
· a logística inversa na Internet;
· algumas regras para ajudar a criação de um sistema de devoluções;
· processos de autorização de devolução de mercadoria; e
· umas breves conclusões.

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